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Entrevista com Júlio Bardin, Presidente do ourinhos Basquete

Basquete Feminino

O Ourinhos Basquete é uma das equipes mais tradicionais do cenário nacional em se tratando de basquete feminino. Há muitos anos a equipe vem disputando todas as competições do calendário estadual e nacional e vários títulos foram conquistados, sem falar na quantidade elevada de jogadoras reveladas e no grande número de torcedores que circularam pelo tradicional ginásio Municipal José Maria Paschoalick (Monstrinho), na cidade de Ourinhos (SP).

 

Um dos nomes importantes do basquete na cidade é Julio Barbin, o conhecido Julião, atual presidente do Ourinhos Basquete, que vem lutando bastante para que essa equipe tradicional siga realizando o seu trabalho, seja com a equipe adulta, ou mesmo na revelação de novos talentos, já que a cidade conta com um trabalho de base atuante e eficiente.

 

Confira, um pouco mais do que pensa Julião sobre o atual momento do basquete feminino brasileiro, da Liga de Basquete Feminino (LBF), Ourinhos Basquete e muito mais na entrevista a seguir ...

 

FAÇA UMA ANÁLISE DESTA SEGUNDA EDIÇÃO DA LIGA DE BASQUETE FEMININO (LBF) ATÉ AQUI?

Em termos de parte técnica, acredito que o campeonato está sendo bem mais interessante, pois existe um equilíbrio muito maior entre as equipes, pois exceção à equipe de Americana, que considero que está um degrau acima, as demais se equivalem.

 

E NA PARTE DE ORGANIZAÇÃO?

Em termos de organização, no caso de nossa equipe até o momento foi tudo tranquilo, e naquilo que a Liga não pôde ajudar ou mesmo se adequar de acordo com as necessidades do meu clube, se deve mais ao fato da entidade não ter recursos financeiros necessários, do que por falta de organização mesmo. Mas, mesmo assim, acredito que para a próxima LBF algumas coisas devem ser repensadas.

 

E, A PARTICIPAÇÃO DO OURINHOS BASQUETE ATÉ O MOMENTO, COMO VOCÊ ANALISA?

O Ourinhos Basquete foi montado para esta Liga, praticamente, com a mesma equipe do ano passado, pois nossos recursos financeiros não permitiam grandes contratações. Graças à ajuda de um empresário, conseguimos trazer a pivô Kelly Santos, que joga em uma posição que tínhamos carência. Mesmo sem grandes contratações temos esperança e trabalhamos com a possibilidade de fazer novamente a final este ano.

 

Tivemos um começo bom, mas demos uma caída no meio do campeonato, pois o Antônio Carlos Barbosa (técnico do Ourinhos Basquete) tinha poucas opções de trocas nos jogos, devido às contusões da Bethânia e da Plutin. Hoje, a Bethânia já está recuperada e a equipe cresceu de novo. Agora, estamos na torcida para conseguirmos colocar em condições de jogo a Plutin, que seria muito importante nos playoffs.

 

FALANDO NOS PLAYOFFS, O QUE PREVÊ PARA ESTA FASE ELIMINATÓRIA, QUE TENDE A SER BASTANTE DISPUTADA?

Com certeza, será um playoff disputadíssimo e poderá, com certeza, acontecer resultados, que no início da competição não seria esperado. Principalmente as equipes de São José, Blumenau e Maranhão cresceram muito durante a competição.

 

COMO AMANTE DO BASQUETE, COMO VOCÊ IMAGINA A PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NOS JOGOS OLÍMPICOS DE LONDRES?

Sinceramente, acho que nossa participação é uma incógnita, mas claro que torço para que seja uma participação vitoriosa, pois isto ajudaria em muito o basquete feminino, que é um esporte que praticamente não tem apelo para trazer novos patrocinadores. Mas, ao mesmo tempo, acho que a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) não conseguiu realizar um programa estratégico para a seleção feminina, uma vez que a cada momento novas atitudes são tomadas e isto deixa a gente um pouco sem saber, o que realmente eles estão pensando e planejando.

 

E, QUAIS SÃO OS SEUS OBJETIVOS FUTUROS NO BASQUETE?

No basquete quero continuar sempre sendo um torcedor e um colaborador. Nunca tive a pretensão de comandar uma equipe de basquete e isto só aconteceu, já que houve a necessidade aqui em Ourinhos. Fui praticamente obrigado a assumir a equipe, pois com a saída do Dr. Passos, antigo presidente, não tinha ninguém preparado para substituí-lo e como eu que acompanhava tudo mais de perto junto com ele, acabei aceitando tocar a equipe. É um trabalho desgastante; é dia após dia a procura de recursos financeiros para manter a equipe. Mas, sempre estarei ajudando quem estiver na cabeça do basquete, uma vez que é o esporte que sempre fui apaixonado.

 

AGORA, O ESPAÇO É SEU PARA DEIXAR UMA MENSAGEM PARA OS FÃS DO BASQUETE E DO TIME DE OURINHOS:

Para os fãs do basquete só posso pedir que apoiem cada vez mais o basquete feminino, que realmente ele é, atualmente, "o primo pobre" dos esportes no Brasil. Poucos sabem da dificuldade imensa que é fazer este basquete sobreviver.

 

Quanto à torcida de Ourinhos só posso agradecer, pois é uma torcida que aprendeu a entender de basquete e apoia a equipe o tempo todo. Mas, não posso deixar de falar que, como eles aprenderam a entender de basquete, também, cobram quando acham que as coisas não estão indo bem. Só que sem a torcida de Ourinhos, não teria razão para a gente manter uma equipe aqui em nossa cidade. É pensando na torcida que ainda nos mantemos motivados a fazer que o Ourinhos Basquete não naufrague. E, nunca esquecendo que tudo isto só é possível graças aos patrocinadores.


Foto: Júnior Alves/ASE

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Tags: Bardin, Basquete, Entrevista, Júlio, Presidente, com, do, ourinhos

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